O filme não é lá essas coisas. Muito parado, cheio de melodramas e chororô teen, bem ao estilo emo. Porém, para os fãs dos livros, deve agradar. Eu, entretanto, em meio ao marasmo da história, tive tempo para organizar algumas indagações/observações:
Por exemplo, reparei no filme, que os lobisomens andam sempre sem camisa, mostrando seus peitorais depilados e seus abdomens sarados. Pensei comigo que os galãs das novelas das 7 horas, a exemplo de Marcos Pasquim, poderiam ser todos lobisomens também, já que desconhecem completamente essa simplória peça do vestuário diário chamada "camisa". Aliás, quanto aos homens-cachorro, notei outra coisa: aquela história de lua cheia para ocorrer a transformação não tem mais nada a ver; atualmente, os lobisomens são uma espécie de Hulk: sua transformação depende apenas de ficarem putos com alguma coisa, o que não é lá tão difícil, levando-se em conta que são uma espécie de "latinos" do mundo sobrenatural (inclusive no visual). Ainda bem que o Datena não é um deles, se não, apresentaria seu programa transformado em cachorro todos os dias. Por outro lado, o Suplicy pode até ser um, mas, como permanece eternamente em estado múmia, nunca saberemos.
Outro detalhe do filme é o "dedo podre" da protagonista. Porra, primeiro ela namora um vampiro; depois, para esquecê-lo, fica de rolo com um lobisomem. Ah, faça-me o favor! Pior que ela só um amigo meu que namorou uma cobra por cinco anos. Quando acabou o namoro, logo em seguida, começou a namorar uma menina que, além de ser tudo de ruim que a outra era, ainda por cima, era feia. Ou seja, trocou uma cobra por um dragão. Vai ter um "pinto podre" assim lá em Forks.
Enfim, o drama todo do filme gira em torno da mocinha que quer ser transformada em vampiro para poder acompanhar seu amado pela eternidade; por outro lado, o vampiro vegetariano não quer comer, digo, não quer morder a namorada, para não condenar sua alma. É ou não é uma temática emo? E, no caso desse segundo filme, o sucesso é só modismo e nada mais. O primeiro é fraquinho, mas é bem melhor que este.
* - uma mãe superprotetora e cheia da grana pode derrubar qualquer enunciado matemático.








